The head da Venice Biennale defende que a mostra não funciona como um tribunal. Em meio a críticas pela reintegração da Rússia aos Giardini, o debate sobre neutralidade ganhou as ruas de Veneza. A abertura ocorreu em meio a protestos e tensões políticas, com decisões que repercutem internacionalmente.
Nesta semana, na área externa ao Pavilhão Russo, membros de Pussy Riot e FEMEN realizaram uma apresentação ruidosa. Pessoas com balaclavas cor-de-rosa acenderam fumaças nas cores da bandeira ucraniana e entoaram cânticos contra a participação russa, mantendo a atmosfera de confronto por cerca de 20 minutos.
Enquanto isso, no entorno, uma ação com o título Solidarity Drone Chorus reuniu dezenas de artistas para humar uma peça de um compositor de Gaza; o objetivo foi levar o tema da guerra ao interior da mostra, segundo organizadores. A mobilização contou com participação de dezenas de artistas e contou com apoio de coletivos.
Protestos e posição institucional
O movimento Art Not Genocide Alliance convocou uma greve de 24 horas no dia anterior à abertura ao público, com protestos e carreatas em Veneza. A coalizão tem recebido centenas de apoiadores e já reuniu assinaturas de mais de 200 artistas e curadores. A vigência da ação ocorre em meio a críticas ao papel de neutralidade da Bienal.
Do lado institucional, o Pavilhão Russo opera sob restrições impostas por sanções da União Europeia. O espaço fica aberto apenas nos dias de pré-visualização para a imprensa, com a apresentação passando a ser exibida por meio de projeções de vídeo visíveis de fora ao longo dos seis meses de Bienal.
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