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Chanceler iraniano segue para Pequim após avanços com EUA

Chanceler iraniano vai a Pequim buscar apoio chinês para solução pacífica do estreito de Ormuz e para uma nova arquitetura regional, após avanços EUA-Irã

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi (esquerda) conversando com o chanceler iraniano Seyed Abbas Araghchi (direita)
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Abbas Araghchi, chanceler iraniano, reuniu-se nesta quarta-feira (6 mai) em Pequim com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. O encontro ocorreu em meio a anúncios de progressos entre EUA e Irã.

A reunião em Beijing foi marcada pela pauta sobre o estreito de Ormuz. Araghchi afirmou que a abertura do estreito pode ocorrer rapidamente e que a solução da crise no Oriente Médio não deve envolver ações militares.

O chanceler iraniano destacou a confiança do Irã na China e a expectativa de apoio chinês na construção de uma nova arquitetura regional pós-conflito. Um tema citado foi a possibilidade de cobrança pelo tráfego no estreito.

Wang Yi confirmou a relação estratégica entre China e Irã e disse que o país está disposto a consolidar a confiança política mútua. A China é vista como parte relevante na normalização do tráfego em Ormuz.

A visita ocorre no contexto dos 55 anos de relações diplomáticas entre China e Irã, comemorados em 2026. O chanceler iraniano também destacou a importância desse marco para as parcerias entre os dois países.

O pano de fundo envolve o recente afastamento anunciado pelos EUA sobre a operação militar de escolta de navios no estreito, após um período de tensão com o Irã. Trump informou a suspensão da ação militar.

Segundo o governo americano, a suspensão da operação ocorreu a pedido do Paquistão e de outros países, sem citar nomes. O objetivo, segundo Washington, é evitar confrontos na região.

Enquanto isso, o Irã continua no controle do estreito de Ormuz. Dados oficiais apontam que a atuação dos EUA nas fronteiras marítimas reduz as receitas com petróleo desde o início do bloqueio, em 13 de abril.

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