A Casa Branca avalia a formação de um acordo inicial com o Irã para encerrar a guerra e abrir nova fase de negociações nucleares. O texto em debate seria um memorando de 1 página com 14 pontos, segundo autoridades americanas.
Entre os itens estudados, está a suspensão gradual de sanções, a liberação de recursos iranianos congelados e a flexibilização do Estreito de Ormuz. O acordo abriria 30 dias para negociações técnicas sobre o programa nuclear.
Outra linha em discussão envolve uma moratória no enriquecimento de urânio, com duração provável entre 5 e 20 anos. O Irã também trataria de limitar atividades nucleares subterrâneas e permitir inspeções da ONU.
Possíveis desdobramentos diplomáticos
Os EUA estudam retirar urânio altamente enriquecido do Irã, em troca de suspensão gradual de sanções e desbloqueio de bilhões de dólares. As negociações contam com mediação internacional e podem seguir para Islamabad ou Genebra.
Fontes americanas dizem que o governo de Donald Trump aguarda respostas de Teerã nas próximas 48 horas, mas há cautela quanto a um consenso definitivo. A verificação depende de avanços de ambas as partes.
Reação dos mercados
Após o avanço, mercados globais registraram queda no petróleo, ante menor risco no Oriente Médio. O Brent caiu próximo de 10%, e bolsas subiram em vários mercados.
Juros de títulos do Tesouro americano recuaram, com leitura de menor pressão inflacionária. O Estreito de Ormuz, foco de preocupação, recebe atenção por movimentar cerca de 20% do petróleo mundial.
Analistas apontam que um acordo poderia reduzir riscos para energia, transporte marítimo e cadeias logísticas, além de aliviar pressões sobre políticas de juros e inflação.
Entre na conversa da comunidade