A França deslocou nesta quarta-feira, 6, seu principal grupo de ataque naval para o Mar Vermelho, em preparação para uma possível missão internacional que garanta a navegação no Estreito de Ormuz. A manobra envolve o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e navios aliados, com participação de tripulações italiana e holandesa.
A iniciativa, coordenada com o Reino Unido, visa pressionar Estados Unidos e Irã a separarem o impasse sobre o estreito do conflito regional. O objetivo é antever cenários de escolta marítima na região e manter a rota vital para o comércio global de petróleo.
De acordo com o governo francês, a operação busca evitar a escalada e preservar a confiança dos mercados diante da volatilidade dos preços do petróleo, que flertam com os 100 dólares o barril.
Proposta franco-britânica
França e Reino Unido trabalham há semanas em uma proposta para criar uma força multinacional que assegure a livre navegação na passagem, responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo.
A ideia depende de um acordo entre Washington e Teerã, com os EUA suspendendo o bloqueio naval na área e o Irã retomando negociações mais amplas posteriormente. Em contrapartida, uma coalizão protegeria os navios comerciais.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou garantir uma navegação estável na hidrovia, um dia após o anúncio de suspensão de uma operação militar americana para escolta. O cenário ocorre em meio a negociações diplomáticas que avançam, apesar de ataques verbais entre as partes.
Autoridades francesas enfatizam o interesse comum em evitar a escalada do conflito e proteger os fluxos globais de energia, diante da instabilidade regional e da necessidade de manter a confiança nos mercados.
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