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França envia porta-aviões nuclear para missão futura no Estreito de Ormuz

França desloca porta-aviões nuclear ao Mar Vermelho para preparar missão multinacional no Estreito de Ormuz e destravar negociações sobre a navegação

Imagem divulgada pela Marinha Francesa em 6 de maio de 2026 mostra o porta-aviões Charles de Gaulle no Canal de Suez, a caminho do Mar Vermelho
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A França deslocou nesta quarta-feira, 6, seu principal grupo de ataque naval para o Mar Vermelho, em preparação para uma possível missão internacional que garanta a navegação no Estreito de Ormuz. A manobra envolve o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e navios aliados, com participação de tripulações italiana e holandesa.

A iniciativa, coordenada com o Reino Unido, visa pressionar Estados Unidos e Irã a separarem o impasse sobre o estreito do conflito regional. O objetivo é antever cenários de escolta marítima na região e manter a rota vital para o comércio global de petróleo.

De acordo com o governo francês, a operação busca evitar a escalada e preservar a confiança dos mercados diante da volatilidade dos preços do petróleo, que flertam com os 100 dólares o barril.

Proposta franco-britânica

França e Reino Unido trabalham há semanas em uma proposta para criar uma força multinacional que assegure a livre navegação na passagem, responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo.

A ideia depende de um acordo entre Washington e Teerã, com os EUA suspendendo o bloqueio naval na área e o Irã retomando negociações mais amplas posteriormente. Em contrapartida, uma coalizão protegeria os navios comerciais.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou garanti​r uma navegação estável na hidrovia, um dia após o anúncio de suspensão de uma operação militar americana para escolta. O cenário ocorre em meio a negociações diplomáticas que avançam, apesar de ataques verbais entre as partes.

Autoridades francesas enfatizam o interesse comum em evitar a escalada do conflito e proteger os fluxos globais de energia, diante da instabilidade regional e da necessidade de manter a confiança nos mercados.

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