Donald Trump receberá Lula da Silva na quinta-feira (8) em Washington, em meio a tensões sobre tarifas, combate ao crime e a guerra no Irã. O encontro, descrito como de trabalho, visa discutir cooperação econômica e segurança entre Brasil e EUA.
A reunião ocorre após atritos diplomáticos no passado, envolvendo comércio, política externa e o destino de Jair Bolsonaro. Em 2022, medidas americanas afetaram o Brasil e elevaram a popularidade de Lula no país.
Segundo uma autoridade da Casa Branca, o encontro deverá abordar temas de interesse mútuo, com foco em cooperação econômica, combate ao crime organizado e energia, além de questões ligadas ao Irã e à estabilidade regional.
Entre os assuntos, está a cooperação para enfrentar o contrabando de drogas e armas, com ações conjuntas anunciadas recentemente. Também há expectativa sobre discussão de mineração e minerais críticos.
O cenário interno brasileiro é marcado por pesquisas relativamente próximas entre Lula e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, antes das eleições de outubro. A inflação e o custo de combustíveis também entram na pauta.
Dentre os temas sensíveis, estão o combate ao desmatamento, o PIX e práticas comerciais do Brasil sob investigações norte-americanas. A reunião busca ampliar alinhamentos em políticas públicas.
O Irã permanece como eixo de tensão entre as duas nações. Lula tem criticado ações dos EUA e de Israel no Oriente Médio, enquanto o Brasil busca manter o fluxo de energia global diante do conflito.
A cooperação em mineração e na exploração de terras raras também é tema relevante, diante das reservas brasileiras fora da China. O Brasil pressiona pela construção de um plano nacional de mineração.
A visita ocorre em momento de sensibilidade econômica global, com impactos sobre preços de energia e volatilidade de mercados, especialmente para produtores e consumidores brasileiros.
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