O governo da Ucrânia afirmou que a Rússia violou um cessar-fogo iniciado à meia-noite desta terça-feira, 6. A acusação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, que disse que Moscou rejeita a paz. Alega que os apelos de 9 de maio não passam de diplomacia vazia.
Zelensky anunciou, na segunda-feira, um cessar-fogo para esta quarta-feira, após o anúncio russo de uma trégua de 24 horas entre 8 e 9 de maio, Dia da Vitória. A mensagem externa ocorreu por meio das redes sociais do presidente ucraniano, sem confirmação formal de Kiev sobre o acordo de Moscou.
Putin, segundo o Kremlin, tinha aval para suspender ataques e manter diálogo com Estados Unidos na semana anterior. O governo russo afirmou que o presidente norte-americano concordou com a ideia, mas Zelensky cobrou explicações ao afirmar que não foi informado sobre o acordo.
A data do Dia da Vitória, 9 de maio, é marcada por desfiles militares na Rússia. O Kremlin informou que as celebrações deste ano serão reduzidas por motivos de segurança, em meio a alertas de ataques ucranianos.
Contexto de mediação
Entre os desdobramentos, o governo russo informou que a ideia foi discutida em telefonema com líderes internacionais, incluindo Donald Trump. Em resposta, Kiev pediu esclarecimentos sobre o acordo alegadamente intermediado por Washington e Moscou.
Histórico recente
A trégua anterior, no Dia da Vitória do ano passado, durou três dias. Em 2023, a Ucrânia já havia adiantado a celebração de 8 de maio, alinhando-se a países ocidentais. Autoridades russas têm reiterado planos de desfiles com restrições de segurança neste ano.
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