Belu-Simion Fainaru, artista representando Israel na recently aberta Bienal de Veneza, teria pressionado os organizadores pouco antes da renúncia do júri ocorrida na semana passada. O episódio envolve tensões entre a delegação israelense e a comissão curatorial no evento veneziano.
Segundo relatos de agências, Fainaru teria contestado processos internos e levantado questões sobre discriminação racial e antissemitismo. A instituição chegou a sinalizar que membros do júri poderiam ser responsabilizados por danos em disputas legais.
A reportagem do Hyperallergic confirmou, com a confirmação de uma porta-voz da Bienal, que houve ameaças legais atribuídas ao artista, mas não comentou outros detalhes. A presença de risco de ação jurídica é indicada como parte do que cercou a saída do júri.
Fontes do New York Times mencionaram, em descrição publicada, que o artista afirmou sofrer discriminação com base na raça e pediu que sua obra fosse avaliada pela qualidade e pela mensagem, não pela sua origem. A Bienal não confirmou ou comentou o teor dessas declarações.
Desdobramentos
A organização da Bienal informou que o júri deixou o cargo de forma repentina, sem detalhar motivações. A gestão destacou que manterá a conformidade institucional e continuará a conduzir a mostra conforme planejado, com comunicação futura prevista.
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