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Milhares de norte-coreanos lutaram pela Rússia; memorial aponta mortos

Memorial em Pyongyang lista cerca de 2.300 nomes de militares norte-coreanos mortos na ofensiva à Ucrânia, sugerindo continuidade da cooperação com a Rússia

North Korea has never disclosed the death toll of the operation in Kursk
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O memorial recém-inaugurado em Pyongyang traz à tona o provável número de militares norte-coreanos mortos em apoio à Rússia na ofensiva contra a Ucrânia. Uma investigação da BBC, baseada em imagens de satélite e fotos oficiais, aponta cerca de 2.300 soldados mortos na operação em Kursk.

Segundo a matéria, a Coreia do Norte nunca divulgou o número de vítimas da operação em Kursk. Estima-se, de acordo com a Coreia do Sul, que cerca de 11.000 norte-coreanos foram enviados à Rússia para recapturar áreas da região ocidental de Kursk após a invasão ucraniana de 2024.

Em outubro de 2025, Kim Jong Un ordenou a construção de um museu em Pyongyang para homenagear o efetivo morto na guerra Rússia-Ucrânia. Os trabalhos começaram no mês seguinte, com conclusão prevista para a estrutura de 52 mil metros quadrados.

O memorial

Inaugurado em 26 de abril, o Memorial Museum of Combat Feats at Overseas Military Operations exibe duas paredes de memória com nomes gravados. A análise da BBC mostra 9 seções com cerca de 16 colunas cada, totalizando aproximadamente 2.304 nomes.

A infraestrutura inclui ainda um edifício central e um cemitério, vinculados a um sistema de honras que varia entre túmulas ao ar livre e urnas no columbário, segundo especialistas consultados pela reportagem.

O que se sabe e o que não se sabe

Analistas estimam que o número de nomes pode alcançar milhares, dada a densidade de textos visível nas paredes. Não há confirmação oficial de Pyongyang ou de Moscou quanto ao total de mortos ou feridos.

Dados de inteligência sul-coreana, atualizados em 2025, apontaram cerca de 6.000 baixas entre quase 11.000 militares norte-coreanos enviados à Rússia, mas sem detalhamento de feridos versus mortos. As autoridades norte-coreanas não divulgaram números oficiais.

Impacto e leituras

Especialistas veem o memorial como instrumento de legitimação do envolvimento de Pyongyang na operação, ao enfatizar a ideia de bravura e sacrifício. A obra também sugere continuidade da cooperação militar entre Coreia do Norte e Rússia, independentemente do curso do conflito.

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