A Samsung anunciou a suspensão da venda de televisores e eletrodomésticos na China, mercado que figura entre os maiores do mundo. A decisão não afeta smartphones nem chips, que continuam a ser comercializados no país. A fábrica de Suzhou permanece operacional.
A medida representa o afastamento da empresa de um segmento de consumo específico na China, após queda de participação de mercado frente a fabricantes locais. A Samsung afirmou que buscará reduzir impactos aos clientes e avaliará suporte aos parceiros regionais.
O que mudou exatamente
- Produtos atingidos: TVs, geladeiras e máquinas de lavar.
- Local afetado: China, incluindo operações de varejo físico.
- Exceção: venda de smartphones e chips continua ativa; a fábrica de Suzhou não será fechada.
Contexto e justificativas
Segundo a imprensa, a queda de participação ocorreu diante da dominância de marcas chinesas no varejo local. Dados indicam participação de 3,62% em TVs coloridas, 0,41% em geladeiras e 0,38% em máquinas de lavar. Marcas nacionais mantêm mais de 90% do mercado de TVs.
Impactos internos e cenário global
Na prática, a divisão de eletrodomésticos da Samsung apresentou prejuízo operacional no ano anterior, estimado em cerca de 200 bilhões de won. Globalmente, a empresa manteve liderança em vendas de TVs em 2025, mas perdeu liderança de mercado para a TCL no último trimestre.
Rendimento e perspectivas
Apesar dos desafios, o conglomerado atingiu recentemente valor de mercado próximo a US$ 1 trilhão, impulsionado pela demanda por chips de memória para data centers. A aposta permanece em negócios de maior valor agregado fora do setor de consumo doméstico na China.
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