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China vê EUA enfraquecidos pela redução de arsenal na guerra do Irã

Analistas chineses veem queda do arsenal dos EUA na guerra do Irã como sinal de fragilidade, questionando a capacidade de defender Taiwan

Destróier da Marinha americana, em local não informado, dispara míssil contra alvo no Irã
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Depois de semanas de intenso conflito no Irã, analistas chineses apontam que a guerra agravou a escassez de munição dos EUA. Estima-se que o estoque de mísseis de cruzeiro furtivos de longo alcance tenha sido consumido em grande parte desde o fim de fevereiro.

Além disso, autoridades do governo americano teriam registrado um aumento no uso de mísseis Tomahawk, com números próximos a dez vezes maiores do que a média anual. O objetivo é acompanhar as operações no Irã, segundo informações do Departamento de Defesa e do Congresso.

Essa combinação de consumo elevado de armamentos e dificuldades de reposição alimenta debates entre analistas chineses sobre a capacidade dos EUA de defender Taiwan caso haja conflito. A avaliação é de que a prontidão de Washington poderia ceder diante de um confronto prolongado.

Contexto e leituras estratégicas

Para analistas militares na China, a guerra expõe falhas na capacidade de manufatura de armamentos dos EUA e sua habilidade de repor estoques rapidamente. A percepção é de que isso afeta a capacidade de projeção de poder em diferentes regiões.

Entretanto, autoridades norte-americanas negam que operações no Oriente Médio tenham prejudicado a postura na Ásia. O secretário de Defesa destacou a prioridade de dissuadir a China por meio de meios militares.

Na visão de especialistas, esse cenário pode reverberar na credibilidade dos EUA junto a aliados na região. Em paralelo, a China tem sinalizado maior assertividade em temas marítimos, sem confirmar planos de invasão a Taiwan.

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