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Constituição da Coreia do Norte prevê sucessão em caso de morte de Kim Jong-un

Constituição norte-coreana prevê ataque nuclear automático se Kim Jong-un for assassinado ou ficar incapacitado

Kim Jong-un foi visto recentemente inspecionando a produção de uma nova arma da Coreia do Norte
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O governo da Coreia do Norte revisou sua Constituição para prever resposta nuclear caso Kim Jong-un seja assassinado ou impedido de exercer o cargo. A decisão foi anunciada na quinta-feira (6) pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul. A mudança surge em contexto de tensões regionais acentuadas.

Segundo o órgão sul-coreano, a nova constituição autoriza o recurso automático a armas nucleares em situações de instabilidade envolvendo o governante norte-coreano. A medida é apresentada como resposta a cenários de violência política no país. A alteração foi incorporada após a morte do aiatolá Ali Khamenei durante ataques realizados por EUA e Israel contra o Irã.

Na sexta-feira (8), a Coreia do Norte divulgou imagens de Kim Jong-un inspecionando equipamentos militares. A KCNA informou que o dirigente examinava um novo tipo de obuseiro autopropulsado de 155 milímetros, com alcance superior a 60 quilômetros, considerado uma melhoria para as operações terrestres.

Mudanças constitucionais e implicações

Relatos indicam que a revisão também alterou medidas de endurecimento de punições para cidadãos que consumam conteúdo estrangeiro, especialmente K-pop e produções sul-coreanas. A mudança redefine o Norte como Estado plenamente separado, sem referência à reunificação na Constituição.

Contexto regional

A Coreia do Norte continua a tratar Seul como adversário central, em meio a tensões históricas. O conflito entre as duas Coreias começou em 1950 e terminou em 1953 apenas com um armistício, sem tratado de paz definitivo. Nos últimos anos, a relação bilateral voltou a ficar mais carregada de desconfiança e exercícios militares.

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