O navio MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, deve atracar neste domingo no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A embarcação, com cerca de 150 pessoas a bordo, já registrou três mortes e cinco casos confirmados, segundo a OMS. A operação sanitária envolve retirada dos passageiros e quarentena de alguns tripulantes.
A partir da chegada, passageiros saudáveis que não são espanhóis serão embarcados para repatriação. Já os 14 cidadãos espanhóis a bordo permanecerão em isolamento em um hospital militar em Madri, com duração a ser definida pelo tempo de exposição ao vírus. O período de incubação pode chegar a 45 dias.
O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com destino a Cabo Verde. A viagem enfrentou delays após Cabo Verde negar desembarque. Do total de 88 passageiros e 59 tripulantes, alguns já deixaram o navio em paradas anteriores, incluindo Santa Helena, onde ocorreram desembarques.
Desdobramentos médicos e cooperação internacional
Especialistas da OMS, médicos holandeses e um representante do ECDC acompanham a bordo, realizando exames, entrevistas epidemiológicas e rastreamento de contatos próximos. Até agora, três mortes estão sob investigação, com a confirmação de hantavírus apenas para uma passageira holandesa.
A operação varia entre países que monitoram contatos. A Espanha coordena a chegada, a repatriação e a quarentena de seus cidadãos. O governo norte-americano informou que está organizando voo para levar seus cidadãos a bordo, sem números confirmados. O CDC acompanha a situação e avalia o risco para a população dos EUA como baixo.
Na Holanda, autoridades acompanham pessoas que tiveram contato com a passageira holandesa falecida. A Argentina planeja capturar roedores em Ushuaia e enviar 2.500 kits diagnósticos a laboratórios de cinco países para reforçar o monitoramento.
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