O governo dos EUA investiga suposto contrabando de servidores com chips Nvidia para a China, por meio de uma empresa da Tailândia. A operação envolve a OBON Corp. e clientes como a Alibaba, segundo fontes familiarizadas com o caso.
Promotores apresentaram, em março, detalhes de um esquema envolvendo o cofundador da Super Micro Computer, uma empresa do Sudeste Asiático não identificada e um conjunto de corretores para desviar os semicondutores. A acusação cita vendas de 2,5 bilhões de dólares à OBON.
Parte dos servidores seriam destinadas à Alibaba, líder chinês em IA, afirmam as fontes. A acusação ressaltou que a investigação envolve violações de regras de exportação dos EUA e desencadeou a queda das ações da Super Micro.
Contexto
A OBON é ligada à Siam AI, principal campeão de nuvem da Tailândia, criada para impulsionar a IA no país. Em 2024, a empresa afirmou que implantaria servidores Nvidia em um data center em Bangkok para apoiar a Siam AI Cloud.
A Alibaba negou envolvimento comercial com a Super Micro, OBON ou corretores, afirmou um porta-voz. A empresa afirmou ainda que não utiliza chips Nvidia proibidos em seus data centers.
Implicações
Ratanaphon Wongnapachant, ex-CEO da OBON, disse ter deixado a empresa para fundar a Siam AI. Ele afirmou que a Siam AI importa GPUs apenas para uso próprio, não comentando sobre o caso. Fontes adicionais indicam que a Siam AI mantém parcerias para infraestrutura de IA.
A Nvidia informou que seus parceiros devem cumprir rigorosamente as regras e que continuará trabalhando com autoridades para evitar contrabando. O episódio é visto como teste da conformidade de cadeias de fornecimento em IA.
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