O governo brasileiro é alvo de uma queixa enviada ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que analisa tarifas em retomadas de comércio. A denúncia aponta déficit de auditores do trabalho e pede fiscalização mais robusta. O tema ganhou linha direta com a pauta de trabalho escravo.
As informações foram discutidas na reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump, na Casa Branca, na quinta-feira, 7. A reunião teve foco nas investigações iniciadas pelo USTR contra vários países.
Documentos que contestam o quadro atual de auditores e pedem convocação de novos servidores constam entre 457 comentários da apuração. Eles integram a base da seção 301 da Lei de Comércio Americana.
Contestações
O Ministério do Trabalho não respondeu até o fechamento desta edição. Entidades sindicais indicam que a fiscalização brasileira está abaixo do que a OIT recomenda. O número de auditores ativos é de cerca de 2.657, com parte apta a aposentadoria.
Segundo o Sinait e a Anafitra, o total de cargos existentes é de 3.644, com aprox. 1,8 mil no ano anterior. Dados de 2025 apontam 2.772 trabalhadores resgatados em 1.594 ações, contra 2.004 em 2024.
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