O governo do Líbano afirmou que a ofensiva militar de Israel no sul do país devastou quase 22,5% das terras agrícolas nas áreas atingidas. Ataques letais também deixaram mortos na região, em meio a uma escalada de hostilidades.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 10 pessoas morreram nesta sexta-feira, incluindo duas mulheres e duas crianças, em ataques israelenses no sul do país. A CNN buscou posicionamento das Forças de Defesa de Israel (IDF).
No balanço geral, as ofensivas israelenses já deixaram 2.759 mortos e 8.512 feridos desde 2 de março. A contagem é divulgada pelo ministério libanês.
Terras agrícolas destruídas
Quase 78% dos agricultores do sul foram deslocados pelas hostilidades, segundo a agência oficial NNA, citando o Ministério da Agricultura. Árvores frutíferas, cítricas, bananais e olivais foram fortemente atingidos.
A família de áreas afetadas abrange quase 9 mil hectares, com danos relevantes a plantações e apiários. O ministério aponta também mais de 29 mil colmeias destruídas.
Ataque ao sul
Em Doueir, três pessoas morreram e 15 ficaram feridas. Em Harouf, outras três pessoas faleceram com 19 feridas. Em Toura, pelo menos quatro pessoas morreram, com oito feridas.
O Hezbollah reivindicou ataques a postos militares israelenses na sexta-feira. O grupo afirmou ter atingido uma base ao sul de Nahariya com uma saraivada de mísseis, enquanto as IDF disseram ter interceptado projétil dirigido ao norte de Israel.
Contexto e desdobramentos
As IDF alertaram para possível aumento nos disparos vindos do Líbano, diante da escalada entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã. Os dois lados se acusam de violar o cessar-fogo que teria entrado em vigor à meia-noite de 17 de abril segundo o l musical.
O presidente libanês, Joseph Aoun, reuniu-se com o ex-embaixador Simon Karam e repassou instruções antes da terceira rodada de negociações com Israel, programada para ocorrer em Washington na próxima semana. Aoun não pretende dialogar diretamente com Netanyahu sem um cessar-fogo completo.
Fonte: informações da CNN, com base em fontes locais no Líbano e declarações oficiais.
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