Um tribunal da Dinamarca declarou ilegal a remoção da guarda de um recém-nascido de sua mãe. Keira Alexandra Kronvold, groenlandesa, teve a bebê tirada pouco depois do parto em November 2024.
A medida ocorreu após a aplicação de um teste psicométrico de competência parental, o FKU. O teste, usado para avaliar a capacidade dos pais, é alvo de críticas por não considerar fatores culturais. A Dinamarca proibiu a prática em pessoas com ascendência groenlandesa há cerca de um ano.
Estima-se que 7% das crianças da Groenlândia, ou com pelo menos um progenitor groenlandês, vão para lares de acolhimento, contra 1% de outras crianças, segundo a ONG Humanium. Organizações internacionais denunciam vieses e discriminação contra povos indígenas.
De acordo com o The Guardian, a Justiça entendeu que a remoção violou direitos fundamentais, amparados pela Convenção da OIT sobre Povos Indígenas. Kronvold ainda não recuperará a guarda, pois há outra ação judicial em curso.
A bebê ficou em abrigo e hoje vive com uma família de acolhimento dinamarquesa. A decisão sobre a guarda definitiva será definida em nova ação, após a derrota de Kronvold na instância inicial.
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