Em Moscou, a parada do Dia da Vitória deste ano foi marcada por mudanças significativas. O evento, tradicionalmente carregado de demonstrações de poder militar, teve reduzido o uso de equipamentos exibidos publicamente.
Poucos jornalistas participaram do desfile, e várias organizações de mídia internacionais não tiveram acesso. Em Red Square, a presença de convidados e líderes estrangeiros também foi menor do que em edições anteriores.
No momento da Páscoa no local, não houve tanques, lançadores de foguetes ou mísseis balísticos expostos. O Kremlin optou por evitar o cenário habitual de demonstração de hardware, apresentando as imagens por meio de telas gigantes montadas na praça.
Em discurso transmitido, o tema da celebração foi a vitória de 1945. A diferença neste ano também se refletiu na organização, com menor quantidade de público e de cobertura, sob a justificativa de questões de segurança.
A relação com a Ucrânia permaneceu tensa. A guerra continua em andamento, sem sinais de vitória clara para Moscou, mesmo após a celebração europeia da data. A paridade entre tom festivo e realismo estratégico permaneceu evidente.
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