O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, viajou à Espanha para acompanhar o desembarque de passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus. A reunião com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, está marcada para este sábado (9/5), em Madrid, antes da chegada da embarcação a Granadilla, Tenerife.
A OMS informou que Ghebreyesus mantém contato direto com a tripulação e que, neste momento, não há novos casos de passageiros com sintomas da hantavírus. O objetivo é coordenar apoio e próximos passos, mantendo países membros e o público informados. O risco permanece considerado baixo.
O MV Hondius partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Ao menos três pessoas morreram durante a viagem, elevando a atenção internacional. Cinco dos oito casos suspeitos já foram confirmados pela OMS. Quase 150 pessoas seguem a bordo, entre passageiros e tripulantes de 23 nacionalidades.
Na última quarta-feira (6/5), três passageiros com doença foram desembarcados perto de Cabo Verde para atendimento médico. Em seguida, o cruzeiro seguiu para as Ilhas Canárias, com escala prevista em Tenerife. A OMS alerta sobre a possibilidade de novos casos, mas avalia controle se medidas de saúde forem mantidas.
O Ministério da Saúde brasileiro informou que o surto não atinge o Brasil. Em 2026, o país registrou oito casos de hantavírus, conforme levantamento do Metrópoles. O hantavírus é uma doença respiratória rara. A transmissão ocorre principalmente por roedores ou superfícies contaminadas.
A OMS ressalta que, mesmo com risco global baixo, a situação exige vigilância constante. Medidas de saúde pública, quando adotadas, ajudam a manter o surto sob controle. A organização segue monitorando a evolução do caso e atualizando os Estados membros.
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