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Médico em férias assume atendimento e trata casos de hantavírus

Médico a bordo assume papel de clínico após surto de hantavírus no Hondius; evacuações para hospitais e monitoramento internacional de passageiros

Infectados pelo hantavírus estão sendo tirados do navio e levados para hospitais
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O médico Stephen Kornfeld, do Oregon, entrou em ação a bordo do MV Hondius após um surto de hantavírus. O navio, que navegava ao longo do Atlântico, sofreu o adoecimento de passageiros durante férias. Kornfeld assumiu o papel de médico da embarcação, segundo relatos à CNN.

Seis casos de hantavírus foram identificados entre passageiros e tripulação, com suspeitas de mais ocorrências restritas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a contaminação provocou ações de rastreamento de contatos e monitoramento de pessoas possivelmente expostas.

Três mortes foram registradas durante o episódio: um casal holandês, que supostamente contraiu o hantavírus na Argentina antes de embarcar, e dois pacientes que já estavam a bordo. A OMS destacou que a transmissão entre pessoas é rara, mas que o vírus pode evoluir rapidamente para quadros graves.

Cerca de 146 pessoas permaneciam a bordo, entre passageiros e tripulantes, incluindo 17 norte-americanos. O grupo desembarcaria em Tenerife, na Espanha, para seguir aos seus países de origem, após dias ancorados perto de Cabo Verde, na costa africana.

Casas de saúde em vários países passaram a monitorar os viajantes do Hondius. A UKHSA confirmou mais um caso suspeito em um cidadão britânico na ilha de Tristan da Cunha, território remoto. A OMS não projeta epidemia global semelhante à Covid, mas reforça a vigilância.

O médico Kornfeld foi transferido para um hospital em Joanesburgo, na África do Sul, onde permanece em recuperação na Unidade de Terapia Intensiva. A instituição informou melhoria no quadro, sem detalhes adicionais.

Três passageiros foram evacuados para tratamento na Holanda, enquanto outro passageiro, já desembarcado, testou positivo para hantavírus em Zurique. O surto envolve a cepa Andes, associada ao hantavírus, com potencial de transmissão em contato próximo.

Autoridades de saúde de EUA, Reino Unido e Canadá acompanham os viajantes para identificar novas infecções. O período de incubação varia de uma a seis semanas, dificultando a contenção imediata do surto.

A situação gerou discussões sobre respostas coordenadas entre governos e órgãos de saúde, com autoridades locais e internacionais buscando medidas para evitar novas ocorrências e reduzir riscos aos demais ocupantes do navio.

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