O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou neste sábado que a Europa busca manter a aliança da Otan operando, mesmo diante de divergências com os Estados Unidos sobre a guerra contra o Irã. A declaração ocorreu em uma entrevista coletiva na Suécia, ao lado do primeiro-ministro Ulf Kristersson.
Merz destacou que a Suécia e a Finlândia fortaleceram o pilar europeu da Otan e que, apesar das diferenças, o objetivo comum é encerrar o conflito e impedir que o Irã produza armas nucleares. Ele ressaltou a importância de uma parceria sólida entre EUA e Europa.
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A fala ocorreu em meio a tensões já existentes entre Washington e aliados europeus, acentuadas pela recusa de alguns países europeus em apoiar a ofensiva liderada pelos EUA e Israel contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro.
O chanceler afirmou que a principal questão não é o tamanho das forças, mas a unidade de propósitos. Segundo Merz, é do interesse americano contar com um componente europeu forte na Otan e com apoio militar dos EUA ao lado dos europeus.
Merz também apontou que a Europa está investindo pesado no reforço de suas forças armadas diante da percepção de ameaça russa, segundo ele um perigo iminente para o continente.
Desdobramentos na relação EUA-Europa
Nesta manhã, Merz comentou sobre o cenário internacional enquanto o presidente russo Vladimir Putin desfilava em Moscou, marcando a vitória soviética na Segunda Guerra. O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, esteve em Moscou, mas afirmou não ter participado do desfile. Merz disse que discutiria o dia com Fico.
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