Péter Magyar tomou posse como primeiro-ministro da Hungria, encerrando oficialmente 16 anos de governo de Viktor Orbán. A cerimônia ocorreu no sábado, em Budapeste, com o novo líder convocando a população a acompanhar a mudança de regime e a escrever a história do país.
A vitória esmagadora da oposição Tisza, que venceu 141 das 199 cadeiras do parlamento, abriu espaço para a mudança. Magyar, de 45 anos, lidera uma bancada maioritária e promete desfazer estruturas criadas durante o governo de Orbán, incluindo reformas no Judiciário, nos meios de comunicação e na administração.
Mudança de rumo e simbolismo
O evento contou com a presença de milhares de pessoas na praça em frente ao parlamento, onde telas grandes transmitiram a cerimônia. O retorno da bandeira da UE ao prédio, após ter sido retirada em 2014, ganhou destaque entre os presentes.
Além do foco na reforma institucional, o novo governo sinalizou prioridades europeias, buscando reconstruir relações com a União Europeia e destravar fundos comunitários congelados. O governo também planeja inaugurar políticas para ampliar a participação feminina no parlamento, com mais de um quarto das cadeiras ocupadas por mulheres.
Desafios e próximos passos
Magyar assume em meio a um cenário de serviços públicos em deterioração e déficit orçamentário elevado. O premiê herdará um ambiente econômico difícil e a resistência de antigos aliados de Orbán em setores como mídia, academia e judiciário.
Entre as ações anunciadas, destaca-se a suspensão de transmissões de veículos de Estado que funcionavam como instrumentos de propaganda, bem como a promessa de reorganizar a máquina pública para reduzir influências do antigo governo. O novo governo também pretende acelerar o envolvimento com a UE para renegociar políticas e recursos.
Entre na conversa da comunidade