O desfile do Dia da Vitória, realizado neste sábado na Praça Vermelha, ocorreu de forma mais discreta em anos, diante da ameaça de ataque russo à Ucrânia. A Rússia marcou o feriado de 9 de maio, celebrando a vitória sobre a Alemanha nazista, com pouca exibição de armamento pesado.
O evento contou com a presença de Vladimir Putin, que assistiu ao desfile ao lado de veteranos, sob a sombra do Mausoléu de Lenin. Soldados e marinos marcharam, e drones, mísseis, drones e artilharia foram exibidos em telões, sem tanques nas ruas. Tropas norte-coreanas participaram da marcha.
Contexto do cessar-fogo e participação internacional
A manhã de hoje também foi marcada por um cessar-fogo de três dias, proposto por Donald Trump e apoiado por Moscou e Kiev. A trégua, válida de sábado a segunda, prevê troca de mil prisioneiros entre as partes. Não houve relatos de violações até o momento.
A imprensa descreve um cenário de tensão, com Moscou alertando Kiev para evitar ataques durante as cerimônias. Zelensky emitiu decreto irônico que permitia a continuidade do desfile, dizendo que as armas ucranianas não mirariam a Praça Vermelha.
Detalhes do desfile e segurança
A segurança em Moscou foi reforçada, com ruas bloqueadas ao redor do centro e artilharia defensiva visível. O evento reuniu cerca de 22 milhões de habitantes na região de Moscou, incluindo a capital e áreas adjacentes. O Kremlin explicou que o desfile tradicionalmente exibe força militar, mas este ano priorizou a mensagem de contenção.
Questionamentos e perspectiva regional
O conflito na Ucrânia continua a gerar incerteza sobre o desfecho, com consequências econômicas para a Rússia e impactos humanitários na região. Analistas observam que o tom do discurso de Putin reforçou a narrativa de resistência frente a pressões ocidentais e à OTAN.
Observação sobre alianças e presidência
Durante o evento, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou relatos de instabilidade interna ou golpe, e destacou a adesão do governo à ordem constitucional. O desfile contou com participação de oficiais de alto escalão, incluindo o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que esteve presente ao lado de outras autoridades do governo.
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