O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em encontro marcado por temas de segurança pública. Entre as pautas, Lula apresentou iniciativas brasileiras de combate ao crime organizado transnacional e convidou os EUA a aderirem a elas. O objetivo é ampliar cooperação com países da região.
Entre os temas discutidos esteve a participação dos Estados Unidos em ações já em curso no Brasil, como a atuação da Polícia da Amazônia, o Consenso de Brasília e o programa Brasil contra o crime organizado. Lula sinalizou que a participação americana seria aceita caso haja interesse dos EUA.
Após a reunião, Lula detalhou a criação de uma base na cidade de Manaus, com envolvimento de representantes de polícias de países da América do Sul, para enfrentar crime organizado, tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. Segundo ele, a participação dos EUA ficaria aberta a qualquer colaboração.
Classificação de facções como terroristas
A possibilidade de classificar organizações brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como terroristas gerou resistência entre autoridades brasileiras. O governo teme impactos legais e diplomáticos, inclusive riscos de envolvimento militar estrangeiro em território nacional. Lula afirmou que esse tema não foi discutido com Trump.
Polícia da Amazônia
Uma das iniciativas já em andamento foca a região amazônica. O Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) foi criado pela Polícia Federal em parceria com estados da Amazônia e aderido pela OTCA. O objetivo é integrar esforços de oito países da área para coibir crimes na floresta. O centro fica em Manaus e envolve a Interpol.
Cooperação no Consenso de Brasília
O Consenso de Brasília, criado em 2023, reúne presidentes da região para promover reintegração e cooperação. Entre os avanços, destaca-se a troca de informações entre penitenciárias sul-americanas, com foco na segurança carcerária, inclusive para reduzir o uso de celulares nas prisões.
Brasil contra o crime organizado
Lula anunciou, em 8 de maio, o lançamento do plano Brasil contra o crime organizado, estruturado em quatro eixos: asfixia financeira do crime, melhoria do funcionamento de presídios de segurança máxima, aumento do índice de esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas. O plano prevê ações de cooperação bilateral com os EUA para enfrentar redes de droga e armas, com compartilhamento de informações sobre apreensões em fronteiras.
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