Um atentado com carro-bomba atingiu um posto policial no noroeste do Paquistão, seguido de uma emboscada a policiais que se dirigiam ao local para prestar reforço. Ao todo, 12 agentes morreram, segundo a polícia local. Três policiais foram encontrados com vida e encaminhados para o hospital.
O oficial de polícia Sajjad Khan informou que os corpos foram retirados do posto avançado que desabou após o ataque, enquanto outros três agentes ficaram feridos e receberam atendimento emergencial. Um policial que não quis se identificar relatou que os militantes investiram primeiro com o carro carregado de explosivos, depois abriram fogo contra quem ainda estava no posto.
Segundo testemunhas, os militantes também utilizaram drones no ataque. Ambulâncias e equipes de resgate atenderam à ocorrência, e os hospitais de Bannu declararam estado de emergência para atendimento dos feridos.
Reivindicação e contexto regional
A autoria do ataque foi reivindicada por uma aliança militante conhecida como Ittehad-ul-Mujahideen. O episódio ocorre em um momento de tensões na região fronteiriça com o Afeganistão, onde combates e ataques envolvendo militantes costumam voltar a surgir.
Islamabad acusa Cabul de abrigar militantes que usam território afegão para planejar ações no Paquistão. O Talibã nega as acusações, afirmando que a militância no Paquistão é um problema interno. A situação mantém o risco de novos episódios de violência na fronteira.
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