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Autoridades iniciam retirada de passageiros de navio com hantavírus

Autoridades iniciam a retirada de 147 passageiros do cruzeiro Hondius em Tenerife, com evacuação coordenada internacionalmente e sem transmissão por roedores

Retirada de passageiros começa após navio atingido por hantavírus ancorar perto de Tenerife
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O navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por hantavírus, começou a ser esvaziado na manhã deste domingo, perto de Tenerife, Ilhas Canárias. Autoridades de saúde embarcaram para a verificação final e dar início ao desembarque, conforme anunciou o Ministério da Saúde espanhol.

A operação envolve a retirada de 147 passageiros em uma repatriação coordenada por várias nações. Cidadãos espanhóis desembarcarão primeiro, em pequenas embarcações, em grupos de cinco, para depois seguirem para ônibus e o aeroporto local. O retorno será feito em avião militar espanhol, sem contato com o público.

O navio partiu de Cabo Verde rumo à Espanha na quarta-feira, 5, após pedido da Organização Mundial da Saúde e da União Europeia para coordenar a evacuação. Todos os passageiros são considerados contatos de alto risco, embora o risco para a população geral seja baixo, segundo a Agência de Saúde Pública Europeia.

Condições a bordo e cooperação internacional

O Ministério da Saúde da Espanha informou que o navio passou por inspeções sanitárias e apresentava condições de higiene adequadas. Não foram encontrados roedores a bordo, reduzindo a possibilidade de transmissão por animais.

Países europeus e parceiros confirmaram a transferência de voos para evacuar seus cidadãos, incluindo Bélgica, França, Alemanha, Irlanda, Estados Unidos, Reino Unido e Holanda. Localmente, autoridades canárias indicaram que nem todos os aviões haviam chegado até a manhã de domingo.

Desfecho parcial da operação

Os passageiros da Holanda formarão o próximo grupo a desembarcar, com o transporte aéreo que também atenderá passageiros da Alemanha, Bélgica e Grécia, conforme anunciou a ministra da Saúde, Monica García. Em seguida, pessoas da Turquia, França, Reino Unido e Estados Unidos deverão deixar o navio.

A ministra afirmou que o último voo da operação deverá partir com seis pessoas da Austrália, Nova Zelândia e outros países asiáticos, prevista para chegar amanhã à tarde. Trinta tripulantes permanecerão a bordo e seguirão para a Holanda, onde o navio será desinfetado.

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