O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) confirmou neste domingo que um cidadão americano a bordo do cruzeiro MV Hondius testou positivo para hantavírus. O navio apresentava surto a bordo.
Segundo o HHS, todos os 17 americanos desembarcaram nas Ilhas Canárias e já seguem em voo para os EUA. Além do paciente positivo, outro passageiro com sintomas leves viaja em procedimentos de biossegurança.
O transporte aéreo levará os norte-americanos ao Centro de Tratamento Regional de Patógenos Especiais Emergentes da ASPR, no Centro Médico da Universidade de Nebraska, para quarentena e avaliação.
Operação de repatriação
Ao chegar em cada instalação, os indivíduos passarão por avaliação clínica e receberão cuidados conforme a condição. Grupos de passageiros desembarcaram em Tenerife para retorno aos seus países, em operação coordenada por autoridades de saúde.
Voos de repatriação partiram no domingo para Canadá, Holanda, Turquia e Reino Unido. Os dois últimos voos estão previstos para esta segunda-feira, conforme o Ministério da Saúde da Espanha.
Um voo da Austrália levará seis passageiros e outro da Holanda levará 18, com embarques de outras nacionalidades também incluídos. A operação envolve ações de cooperação internacional.
Sobre hantavírus
A hantavirose é zoonose viral de notificação imediata, transmitida principalmente por partículas de roedores infectados. A doença pode evoluir para Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus ou Síndrome da Angústia Respiratória Aguda.
Principais sintomas incluem febre, dores, dor de cabeça e alterações gastrointestinais. Em casos graves, há dificuldade respiratória e queda de pressão. Observação clínica imediata é essencial ao primeiro sinal.
Contexto da infestação
A identificação no Hondius foi confirmada pela OMS na terça-feira anterior. Investigações apontam transmissão pessoa a pessoa a bordo. O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, e percorreu o Oceano Atlântico com paradas remotas.
Ao longo da viagem, vários passageiros adoeceram com uma doença respiratória de rápida progressão, levando a três mortes até o momento. A operação de retirada e retorno ocorreu sob supervisão internacional.
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