O navio de cruzeiro MV Hondius iniciou neste domingo a evacuação nas Ilhas Canárias, com passageiros sendo repatriados após um surto de hantavírus a bordo. Três pelos quais se registraram mortes: um casal holandês e uma mulher Alemã. A operação ocorre no porto de Granadilla, em Tenerife.
Segundo autoridades de saúde, todos a bordo já passaram por avaliação médica final. Quase 150 ocupantes entre passageiros e tripulação receberão assistência durante o deslocamento para seus países de origem. O envio inclui voos separados para cidadãos de várias nacionalidades.
O último voo com destino à Austrália está programado para segunda-feira, antes de o navio seguir para a Holanda, conforme informou a ministra da Saúde da Espanha, Monica García. A operação busca evitar contatos com a população local de Tenerife.
Detalhes da evacuação e contexto sanitário
Pessoas desembarcaram em barcos menores, vestindo macacões médicos azuis, para chegar ao porto de Granadilla. Em seguida, seguiram em ônibus rumo ao aeroporto de Tenerife Sul, para os voos de repatriação.
A OMS acompanha o desfecho da evacuação. A organização informou que seis dos oito suspeitos foram confirmados com hantavírus; nenhum novo caso suspeito foi registrado a bordo. O vírus transmitível entre humanos, o hantavírus dos Andes, foi identificado entre os infectados.
O navio chegou a Tenerife vindo de Cabo Verde, onde parte dos passageiros já havia sido evacuada. O cruzeiro partiu de Ushuaia, Argentina, no dia 1º de abril, com roteiro pelo Oceano Atlântico. Autoridades argentinas indicaram que a probabilidade de infecção ter ocorrido em Ushuaia é muito baixa, dadas as longas incubação do vírus.
Autoridades de saúde de diversos países monitoram os passageiros desembarcados e qualquer pessoa que tenha tido contato com eles, mantendo o foco na segurança sanitária pública.
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