Em resposta à proposta dos EUA para encerrar 10 semanas de conflito, o Irã ofereceu transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas recusou o desmantelamento de instalações nucleares, segundo o Wall Street Journal.
O jornal afirma que Teerã sugeriu diluir parte do urânio e enviar o restante a outro país, desde que haja garantias de devolução caso as negociações fracassem. O Irã também pediu fim de combates e reabertura gradual do Estreito de Ormuz.
Porta-vozes do Irã não confirmaram publicamente a aceitação do plano de Trump, e a agência Tasnim classificou as reportagens do WSJ como falsas, sem detalhar. Os interessados no acordo tratam ainda da gestão nuclear e de sanções.
Mudança de tema: deslocamentos e impactos
O conflito mantém risco de cessar-fogo instável, com ataques recentes a navios no Golfo e interceptação de drones por Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Governos da região relatam tentativas de manter operações comerciais com segurança.
O tom de Washington envolve possível alargamento do Projeto Liberdade, com pressão para passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Ainda assim, Trump manteve críticas ao Irã, afirmando que o país tem enganado potências ao longo dos anos.
Fluxos energéticos e cenário econômico
A crise afeta o petróleo: o Brent fechou próximo a US$ 101 o barril, com volatilidade e quedas semanais. A Saudi Aramco anunciou lucro recorde no primeiro trimestre, refletindo alta de preços e rotas alternativas de exportação.
Dados de rastreamento mostraram o transitamento do Al Kharaitiyat, cargueiro de GNL catariano, pelo Estreito, destino paquistano. O Paquistão atua como mediador nas negociações entre EUA e Irã.
Comentários de autoridades e perspectivas
O secretário de Energia dos EUA sinalizou prioridade à reabertura do Estreito, embora possa aceitar acordos provisórios que não tratem totalmente o programa nuclear. A posição dos países influentes segue flutuando diante dos impactos globais.
O Irã também reage a alegações de vazamento de óleo perto de Kharg, negando incidentes na infraestrutura. O líder supremo Mojtaba Khamenei reuniu-se com um alto oficial militar para emitir novas diretrizes, sem imagens públicas.
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