Vincenzo Pasquino, mafioso italiano, afirmou em delação que o PCC (Primeiro Comando da Capital) teria financiado metade da cocaína enviada à Itália. O relato detalha como o acordo entre a facção brasileira e a máfia italiana teria operado no tráfico internacional.
Pasquino foi preso em João Pessoa (PB) em maio de 2021 e encaminhado a Brasília. Em novembro de 2023, iniciou o acordo de colaboração com a Justiça. Ele foi extraditado para o Brasil em março de 2024 para cumprir pena e prestar depoimento.
No depoimento de 17 de maio de 2024, Pasquino descreveu encontros em São Paulo para estruturar o consórcio com famílias italianas da Máfia Calabresa. Segundo ele, a conexão envolvia a ‘Ndrangheta e grupos de Turim, com contatos no Brasil.
Alega ainda que a cocaína sob comando do PCC chegava pelo porto de Gioia Tauro, na Calábria, e era vendida na Itália, principalmente na Sicília e no norte do país. O preço estimado para o PCC na Itália seria de 23 mil a 25 mil euros por quilo, com o custo inicial de 5 mil euros por quilo aos intermediários.
Pasquino afirmou ter se filiado à ‘Ndrangheta em 2011. Em 2017, foi chamado ao Brasil para organizar uma rota com veleiros que saíam de Amsterdã, indo e voltando entre a Europa, com ecstasy e cocaína. Nessa época, ele conduziu a primeira operação de remessa de entorpecentes de Santos (SP) à Itália.
Ele relatou ter sido o pivô de técnicas de ocultação da droga, incluindo esconder a cocaína sob a quilha de embarcações com mergulhadores colombianos. Pasquino foi condenado a 10 anos de prisão no Brasil.
As informações chegam em meio a apurações sobre o tráfico internacional de drogas envolvendo grupos italianos e traficantes brasileiros. A apuração envolve documentos, depoimentos e cruzamento de dados entre autoridades brasileiras e italianas. Fontes: veículos de imprensa que acompanham o caso.
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