O desembarque dos passageiros do cruzeiro MV Hondius começou neste domingo nas Ilhas Canárias, após o navio apresentar um surto de hantavírus. O objetivo é colocar os viajantes em quarentena hospitalar, com a operação de resgate estimada até segunda-feira.
Os primeiros a deixarem o navio foram 14 espanhóis, que embarcaram em um avião militar e serão encaminhados a um hospital em Madrid para quarentena. A embarcação continua ancorada, sem autorização para atracar, com apoio de lancha para o desembarque.
A saída ocorre apenas quando há disponibilidade de voos para as repatriações. Diversos países enviaram aeronaves para levar seus cidadãos, com previsão de voos para Holanda, Canadá, Turquia, Reino Unido e EUA.
Desembarque por nacionalidades e continuidade da operação
O cronograma prevê repatriações também para outras nacionalidades, com destino à Holanda e, no total, até segunda-feira, o último voo deve sair com destino à Austrália, levando seis pessoas de várias nacionalidades.
A operação ocorre em zonas isoladas do porto de Granadilla de Abona e do aeroporto Tenerife Sul, sem contato com a população local. O trajeto entre porto e aeroporto tem extensão de cerca de 10 quilômetros.
Continuarão no navio 43 membros da tripulação, que seguirão viagem na segunda-feira para a Holanda, onde está registrada a propriedade do MV Hondius. A OMS declarou os passageiros como contatos de alto risco, com observação por 42 dias.
A OMS também afirmou que o risco de disseminação ampla é baixo. O hantavírus em circulação é da cepa Andes, contagiosa apenas entre humanos, exigindo acompanhamento médico rigoroso. Não há confirmação de novos casos além dos já reportados. Três passageiros morreram e cinco deixaram o navio sob suspeita de infecção, com três casos confirmados.
O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à Espanha para coordenar a operação junto a autoridades locais. A vigilância sanitária permanece atuante e as informações são atualizadas pelas agências de saúde internacionais.
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