Keir Starmer enfrenta uma crise política no Reino Unido após derrotas do Partido Trabalhista nas eleições locais realizadas no início de maio. O atual primeiro-ministro tenta manter o cargo diante de críticas internas e da pressão de parlamentares que pedem sua renúncia ou definição de um prazo para deixar o governo. O resultado acentuou dúvidas sobre o futuro do governo trabalhista, que voltou ao poder em 2024 após 14 anos de governo conservador.
Até a noite de 11 de maio, 71 dos 403 deputados trabalhistas já haviam se manifestado publicamente pedindo a renúncia de Starmer ou a indicação de um cronograma para a saída. As perdas ocorreram nas eleições municipais e regionais, com o partido de centro-esquerda perdendo cerca de 1.500 cadeiras de vereadores e a ascensão do Reform UK, legenda de direita.
Starmer reconheceu a frustração entre eleitores e prometeu reconquistar apoio, além de reforçar a intenção de reconstruir relações com a Europa. A derrota é vista como teste da popularidade do premiê, que assume há menos de dois anos e enfrenta dificuldades para cumprir metas econômicas, melhorias nos serviços públicos e redução do custo de vida.
Contexto político
Analistas destacam que o apoio ao governo encolheu e que o Reform UK ganhou espaço, pressionando o governo a definir estratégias para 2029, ano das próximas eleições gerais. A legenda de Nigel Farage tem mostrado capacidade de atrair eleitores insatisfeitos com o status quo.
Desafios internos
De acordo com especialistas, a Governança enfrenta ainda o desafio de manter a coesão do Partido Trabalhista, que precisa consolidar liderança interna diante de um cenário de fragmentação partidária crescente no Reino Unido. O partido mantém, até o momento, a orientação de não retomar o debate sobre a saída do bloco europeu.
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