Gerhard Schröder, ex-chanceler alemão, ganhou notoriedade por manter estreita relação com o Kremlin. Em meio à guerra na Ucrânia, Vladimir Putin indicou o veterano do SPD como possível mediador nas negociações de paz.
A declaração foi feita após um desfile militar em Moscou, quando Putin afirmou que, entre europeus, não haveria interlocutor melhor do que Schröder para conversar sobre um acordo. A ideia foi apresentada como forma de avançar nas tratativas.
Schröder governou a Alemanha entre 1998 e 2005 e ficou conhecido por posição pró-Rússia na política externa. A relação próxima com Putin alinhou-o a projetos de energia russos, marcando seu legado político e empresarial.
Relação com a Rússia e atuação pública
Schröder manteve vínculos com empresas estatais russas, como Rosneft e Gazprom, e participou de iniciativas ligadas ao Nord Stream. Esses laços contribuíram para críticas domésticas, especialmente após a invasão da Ucrânia.
Pelo cenário alemão, a proximidade gerou descontentamento interno. Em 2022, o Bundestag retirou dos ex-chanceleres certos privilégios de escritório financiado pelo Estado, refletindo o desgaste político decorrente das relações com Moscou.
Histórico e contexto
Schröder liderou o SPD, enfrentou oposição pela postura em relação à Rússia e esteve ligado a patrocínios esportivos envolvendo Gazprom. Em 2024, ele saiu de cargos na gestão de empresas russas sob pressão pública e política.
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