O Brasil pode perder quase US$ 2 bilhões anuais em vendas de carne para a União Europeia por não estar incluído na lista de países que atendem às regras sanitárias contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária. A decisão da UE ocorreu nesta terça-feira e terá validade a partir de setembro.
A medida aponta que o Brasil não forneceu garantias suficientes de não uso de antimicrobianos na produção animal. Além da carne, outros produtos exportados também podem ficar sujeitos a restrições sanitárias, como peixes, cavalos vivos e mel.
O que aconteceu
Segundo a UE, o país foi retirado da lista de conformidade sanitária nesta terça-feira. A mudança passa a vigorar em setembro. O bloco europeu reforça a vigilância sanitária após críticas sobre o acordo com Mercosul.
Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em carnes para a UE, totalizando 368,1 mil toneladas. Os dados do Ministério da Agricultura mostram o peso do risco para o setor exportador brasileiro.
Quem está envolvido
Os responsáveis pela decisão são órgãos de saúde animal da UE. O Ministério da Agricultura brasileiro coordena as informações oficiais domésticas sobre balanços de exportação e impactos setoriais.
Quando e onde
A retirada aconteceu nesta terça-feira, com vigência anunciada para setembro, afetando as exportações brasileiras para a UE. Os números referem-se a exports do ano anterior, principalmente carnes bovina e de frango.
A maior parcela do volume ao bloco europeu é de carne bovina, com US$ 1,04 bilhão no ano passado. A carne de frango somou US$ 762,9 milhões.
Por quê
A decisão busca sinalizar maior vigilância sanitária após críticas sobre o acordo com Mercosul, assinado pela Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguay. O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, enquanto avaliações judiciais na Europa prosseguem.
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