A União Europeia sinalizou nesta terça-feira (12 mai) que pode vetar a exportação de carne brasileira caso o país não se adeque às novas regras sobre antimicrobianos na produção animal. O prazo estabelecido é setembro de 2026.
A ABIEC, que representa as indústrias exportadoras, informou que o Brasil continua habilitado a vender carne bovina ao bloco até o prazo final. A entidade aguarda garantias e adequações sanitárias que atendam aos requisitos da UE.
A entidade afirma estar em parceria com o MAP na elaboração de protocolos técnicos para cumprir as exigências. Além disso, há a previsão de uma missão de autoridades da UE ao Brasil no segundo semestre para avaliar o andamento técnico do processo.
Segundo a ABIEC, o setor já atende aos padrões de segurança dos principais mercados internacionais. Hoje, o Brasil exporta proteína animal para mais de 170 destinos.
A União Europeia informou, em comunicado, que a lista de países autorizados a exportar para o bloco está sendo atualizada. A UE ressalta a proibição do uso de antimicrobianos para fins de crescimento ou manejo na produção de animais destinados à alimentação.
A UE também destacou que a lista de países conformes será adotada nos próximos dias, com regras de importação aplicáveis a partir de 3 de setembro de 2026. A resistência antimicrobiana é apresentada como uma prioridade de saúde pública.
Posição da União Europeia
A Comissão Europeia diz ter avaliado a conformidade de países terceiros e incluirá no conjunto apenas aqueles que atendem às restrições. A atualização da lista decorre da exigência de uso prudente de antimicrobianos em animais destinados à alimentação.
A UE enfatiza que o objetivo é proteger a saúde dos seus cidadãos, evitando o uso de antibióticos de uso humano na produção animal e proibindo tratamentos com antimicrobianos reservados para infeções humanas.
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