A Coreia do Sul cancelou as visitas a plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina e adiou a abertura do mercado para o Brasil. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.
O governo brasileiro, sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca a entrada da carne sul-coreana. A medida ocorre em meio a novas regras de importação impostas pela China no fim de 2025, que influenciam o cenário internacional de carnes.
Em fevereiro, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, acompanhou Lula em visita ao país asiático e anunciou avanços para a auditoria da carne brasileira, um passo para abrir o mercado sul-coreano. O Ministério da Agricultura não se posicionou.
Medidas da China impactam o comércio
Em dezembro, a China anunciou salvaguardas contra a importação de carne bovina, com cotas por país e tarifa adicional de 55% para volumes acima da quota. O Brasil permanece como principal fornecedor da proteína vermelha à China.
A China estabeleceu quota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas para 2026. No último sábado, o MOFCOM informou que 50% da cota anual já havia sido atingido.
O governo chinês indicou que, ao atingir 100% da cota, será aplicada a sobretaxa de 55% sobre a tarifa vigente, com início no terceiro dia após o esgotamento do teto.
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