Em 2025, deslocamentos internos por conflito ou violência atingiram recorde, ultrapassando pela primeira vez os causados por desastres. Ao fim de 2025, 32,3 milhões de deslocados internos foram motivados por violência, 60% a mais que em 2024.
O total de deslocados internos no mundo foi de 82,2 milhões em 2025, segundo o IDMC. Esse número fica atrás apenas do pico histórico de 2024, que registrou 83,5 milhões. Deslocamentos totais somaram 62,2 milhões no ano.
O relatório aponta que mais de 83% dos deslocados de 2025 fugiram por conflitos e violência; o restante saiu por desastres naturais. Países-chave aparecem repetidamente entre os maiores fluxos, com forte concentração regional.
Sudão, Colômbia, Síria, Iêmen e Afeganistão concentraram quase metade dos deslocados provocados por conflitos. O Sudão lidera pela terceira vez, seguido por outros países com cenários prolongados de violência.
Apenas dois componentes respondem por grande parte das deslocações: 46% das internações ocorreram em contextos de conflitos armados internacionais, quase o dobro do registrado em 2024. Irã e RD Congo somaram cerca de dois terços das deslocações por violência.
O IDMC alerta que as cifras não representam avanço real, visto que retornos forçados, infraestrutura destruída e pressões sociais e ambientais persistem. O tema exige soluções duradouras para proteção de civis.
Tracy Lucas, diretora do IDMC, ressaltou que muitos deslocados permanecem em situação de vulnerabilidade, com sistemas de proteção enfraquecidos. O relatório indica que alguns indivíduos são deslocados duas ou até três vezes.
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