O governo brasileiro recebeu com surpresa a retirada de seu nome da lista de exportadores autorizados a enviar produtos de origem animal para a União Europeia. A decisão vale a partir de 3 de setembro de 2026, caso não sejam comprovadas práticas alimentares adequadas.
A nota conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária, Desenvolvimento e Relações Exteriores informa que as exportações do Brasil seguem normalmente até a data limite. O governo promete tomar medidas para reverter a decisão e manter o fluxo de vendas ao bloco europeu.
Segundo o texto, a decisão ocorreu durante o Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. As atualizações na lista foram aprovadas nesta terça-feira, 12 de maio de 2026.
O Brasil mantém, segundo a nota, um sistema sanitário robusto e reconhecido internacionalmente. O país é apontado como o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor de produtos agrícolas à UE.
Um representante brasileiro na UE, Pedro Miguel da Costa e Silva, tem reunião marcada para 13 de maio com autoridades sanitárias do bloco. O objetivo é esclarecer os motivos da exclusão e buscar alternativas para reverter a decisão.
A UE estabelece critérios para permitir importação de produtos derivados de animais, como ausência de uso de antimicrobianos para crescimento e proibição de tratamento com antimicrobianos usados em humanos.
Entre na conversa da comunidade