Keir Starmer enfrenta pressão interna no Partido Trabalhista para deixar o cargo, após revolta de figuras-chave do governo e de deputados. A semana marca acúmulo de críticas desde as eleições locais, em que o partido sofreu derrotas expressivas. O primeiro-ministro afirmou que continuará governando e que o país espera continuidade.
Dentre as demissões, destacam-se Miatta Fahnbulleh, Jess Phillips e Alex Davies-Jones, que deixaram secretarias de Estado por discordâncias com a linha de liderança. A posição de Starmer é contestada por pelo menos 80 deputados entre os 403 da bancada, além de relatos de descontentamento entre membros do gabinete.
O pleito interno cresce após o insucesso nas eleições locais de quinta-feira, com o trabalhismo perdendo milhares de cadeiras e enfrentando a ascensão de reformas de marcada linha anti-imigração. O escopo da crise envolve também casos de nomeação diplomática e ligações com figuras controversas, que agravam a turbulência política.
Oposição interna e apoio governamental
Mesmo com a pressão, mais de 100 parlamentares do Partido Trabalhista teriam assinado uma declaração de apoio a Starmer, pedindo união e foco em mudanças. Diversos ministros manifestaram apoio público ao líder durante reuniões no governo.
O primeiro-ministro reiterou que não houve acionamento do processo formal para desafiar a liderança, citando que o país espera continuidade na governança. Assuntos ligados à gestão de habitação, proteção contra violência e justiça permanecem sob supervisão ministerial.
Entre os nomes citados como possíveis candidatos à liderança aparecem Wes Streeting e Angela Rayner; há ainda menções a Andy Burnham, prefeito de Manchester, apesar de ele não ser membro do Parlamento, condição necessária para ocupar o cargo. A situação segue em avaliação conforme desdobramentos políticos.
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