O Brasil e a União Europeia iniciaram nesta quarta-feira uma série de reuniões presenciais para discutir a decisão da UE de excluir o Brasil da lista de países aptos a exportar carnes. O encontro envolve autoridades brasileiras e representantes da UE, com a finalidade de reverter ou esclarecer a sanção.
Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, recebeu a embaixadora da UE no Brasil, Marian Schuegraf, pela manhã. Em Bruxelas, o embaixador brasileiro junto à UE, Pedro Miguel da Costa e Silva, deslocou-se ao órgão sanitário europeu para entender os fundamentos da sanção.
A lista publicada pela UE na terça-feira não inclui o Brasil entre os países autorizados a exportar carne para o bloco. A medida, que passa a vigorar em 3 de setembro, proíbe o envio de animais vivos destinados à produção de alimentos ao mercado europeu, além de barrar bois, cavalos, ovos, peixes, mel e aves.
Contexto e motivações
Fontes do setor agropecuário, citadas pela CNN Brasil, indicam que a UE alertou o Brasil e outros países sobre o tema resistência antimicrobiana desde junho de 2023. A supervise de ações europeias contra esse tema é apontada como um dos motivos para a decisão de bloquear exportações.
A falta de progressos nas negociações ao longo de três anos é discutida como um dos fatores para a decisão anunciada pela UE, associada ainda a possíveis retaliações de setores europeus diante do acordo entre Mercosul e União Europeia. O tema envolve impactos comerciais e sanitários no fluxo de carnes e derivados.
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