A frota de pequenos barcos de ataque do Irã, conhecida como a “frota de mosquitos”, continua a aumentar o custo operacional de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. Analistas afirmam que a doutrina busca confundir e interromper a navegação, em vez de buscar combate naval tradicional.
Operada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), a frota utiliza lanchas rápidas equipadas com metralhadoras, mísseis e, às vezes, minas. O objetivo é pressionar Washington e dificultar o tráfego de óleo pela rota estratégica.
O contexto envolve o Golfo Pérsico e a principal rota de commodities globais. Especialistas destacam que a estratégia iraniana aumenta custos e riscos para empresas de transporte e seguros, sem depender de uma guerra naval aberta.
O que tornou a frota relevante
Os barcos são baratos, fáceis de substituir e podem ser reorientados rapidamente. Parte dessas embarcações foi adaptada a partir de barcos de pesca civis, facilitando o reposicionamento em áreas costeiras escondidas.
Como funciona na prática
Táticas comuns incluem disparos próximo a embarcações mercantes, envio de enxames de barcos em várias direções e a possibilidade de colocar minas. A vigilância exige uso constante de drones e aeronaves de patrulha.
Desdobramentos no cenário internacional
O tráfego no Estreito de Ormuz caiu acentuadamente, com o monitoramento britânico revelando apenas cerca de 10 navios por dia, frente a dezenas habituais. O efeito é sentido na oferta global de petróleo, elevando preços.
O Irã mantém exercícios navais regulares com a presença da frota de mosquitos, apesar das tentativas de contenção de potências rivais. As autoridades internacionais monitoram a evolução da situação na região.
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