Mais de 20 franceses expostos ao hantavírus estão hospitalizados, segundo autoridades francesas. O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (13) que 22 pessoas identificadas como contatos permanecem sob observação médica por pelo menos 14 dias. A ação visa monitorar evolução da doença.
Os casos de contato devem ser testados com regularidade, alinhados a diretrizes da OMS. Segundo o governo, o protocolo específico para esses indivíduos está sendo preparado e deve ser divulgado em breve.
Para atender a recomendações de vigilância, testes são realizados a cada dois dias, conforme o infectologista Yazdan Yazdanpanah, do hospital Bichat‑Claude‑Bernard, em Paris. Também permanece internada, em estado grave, uma idosa relacionada ao surto a bordo do navio MV Hondius.
Estoque de máscaras e contexto epidemiológico
O governo francês informou que, em caso de propagação, há estoque suficiente de máscaras para pelo menos três meses. A capacidade de produção anual é estimada entre 2,6 e 3,5 bilhões de unidades, suficiente para enfrentar uma pandemia semelhante ao Covid-19, segundo nota oficial.
Ainda segundo o documento, não há epidemia de hantavírus em território nacional e apenas uma infecção foi confirmada na França, com transmissão consideravelmente menor que a Covid‑19. Especialistas destacam que o hantavírus se comporta de forma diferente, com surtos ligados a ambientes específicos.
Paciente zero e lições da experiência
O paciente zero é o holandês Leo Schipelroord, de 70 anos, que morreu dez dias após embarcar no MV Hondius, em Ushuaia, no dia 1° de abril. O casal de holandeses visitou áreas da Argentina onde a hantavírus é endêmica, incluindo um aterro sanitário em Ushuaia.
Casos na Argentina antiquampos de transmissão e isolamento demonstram eficácia de medidas de controle. Em Epuyén, em 2018, 34 pessoas foram contaminadas, com 11 mortes. Estudos indicam que isolamento rápido reduziu a transmissão, mantendo seguros os profissionais de saúde.
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