O Departament de Justiça dos EUA informou que retirará as acusações de fraude contra o empresário indiano Gautam Adani, o mais rico da Ásia, após ele contratar uma nova equipe jurídica liderada por Robert J Giuffra Jr, advogado de Donald Trump.
Segundo reportagens, houve uma reunião não divulgada em abril, no DHS, em que Giuffra afirmou que Adani investiria US$ 10 bilhões na economia dos EUA e criaria 15 mil empregos, caso as acusações fossem retiradas. Fontes citam apresentação de 100 slides.
A investigação imputa Adani de conspirar para pagar US$ 250 milhões em subornos a autoridades indianas e de enganar investidores com informações falsas. O grupo Adani foi indiciado em Nova York, em novembro de 2024, junto com dois executivos.
Os procuradores disseram que o aporte financeiro não determinaria o desfecho do processo, mas a proposta recebeu, segundo as reportagens, resposta favorável de um oficial sênior do DOJ. A Justiça não confirmou.
Adani lidera o conglomerado Adani Group, com atuação em portos, geração de energia a carvão e mineração. Estima-se que o patrimônio dele seja superior a US$ 100 bilhões, segundo indicadores de referência.
Giuffra, copresidente do escritório Sullivan & Cromwell, é visto como figura influente no cenário jurídico de Nova York. O escritório também não respondeu a pedidos de comentário. Não houve confirmação oficial sobre a ligação com o caso.
O DOJ e Sullivan & Cromwell não se pronunciaram de imediato sobre a decisão ou sobre a reunião de abril, conforme reportado pela imprensa. A natureza exata do acordo ou das negociações não foi detalhada pelas autoridades.
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