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Hungria nomeia novo ministro da Cultura e promete liberdade artística

Hungria recebe novo ministro da Cultura, que promete restaurar a liberdade de expressão e tornar o financiamento cultural mais transparente, reduzindo influência política

Zoltán Tarr, Social Relations and Culture Minister before he has taken his oath of office as newly elected Prime Minister Peter Magyar forms his new government on May 12, 2026 in Budapest, Hungary.
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The jornal digital apresenta uma compilação de novidades no mundo da cultura, artes e política pública. Um especialista contesta a atribuição de uma imagem de JMW Turner a ele próprio, enquanto na Hungria o novo ministro da Cultura, Zoltán Tarr, sinaliza mudanças para ampliar a liberdade de expressão. Em Washington, a administração Trump avança com obras simbólicas no entorno da Casa Branca.

Em nível histórico, o retrato de Turner, presente em notas de £20, tem gerado controvérsia. James Hamilton, pesquisador de Turner, sustenta que a obra nunca foi autêntica autopictura do artista e aponta que a peça pode ter sido criada por John Opie, de modo semelhante a uma pintura de um jovem Turner. Três correntes seguem a avaliação: a obra seria de Opie, seria retratada por Turner ou haveria debate sobre a assinatura. A Tate, entretanto, mantém a peça sob o enquadramento de Turner até nova conclusão.

Na Hungria, o governo recém-formado sob Peter Magyar nomeou Zoltán Tarr como ministro da Cultura. Tarr afirma que pretende restabelecer a liberdade de expressão e tornar o financiamento cultural mais transparente, rompendo com práticas de favorecimento. A fala ocorreu no contexto da transição democrática após a vitória da coalizão de Magyar, que prometeu mudanças pró-UE e abertura institucional. Tarr citou a necessidade de diálogo e criticou políticas anteriores pela supressão de dissentimento.

No setor de museus e patrimônio, um caso em Paris envolve crimes de bilheteira ligados ao Louvre, com a detenção de um ex-funcionário e acusações contra outras pessoas. A investigação envolve desvio de mais de 10 milhões de euros. Fontes da AFP e do Le Monde acompanham o caso, com desdobramentos ainda em curso.

Em Dresden, a State Art Collections recebeu de volta uma pequena pintura de Friedrich III, da década de 1490, de Lucas Cranach, que não era vista desde a Segunda Guerra Mundial. A obra retorna aos acervos oficiais, ampliando o conjunto de Cranach disponível para o público europeu.

Em Nova York, uma exposição de retratos de artistas e figuras marginalizadas ganhou nova dimensão com a publicação de um livro pela Kerber Verlag, destacando imagens feitas entre 1969 e 1971 no Chelsea Hotel por Albert Scopin, com registro de Patti Smith e Robert Mapplethorpe.

Por fim, Espanha planeja uma grande celebração para marcar o bicentenário de Francisco de Goya. A restauradora de destaque Andrea San Valentin ressalta que a igreja neoclássica de San Antonio de la Florida, em Madrid, recebeu uma restauração que devolve cores originais aos afrescos retratando Saint Anthony de Padua. O mausoléu de Goya permanece sem o crânio, peça que continua sem solução histórica.

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