Duas forças globais voltaram a entrar em confronto no Estreito de Ormuz, região estratégica para o tráfego marítimo mundial. A Guarda Revolucionária do Irã informou que cerca de 30 embarcações cruzaram o estreito com permissão de Teerã desde a noite de quarta-feira, 13, segundo a mídia estatal.
A notícia não detalha a nacionalidade das embarcações autorizadas a passar, mas ocorre durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim. O objetivo seria manter livre o tráfego no estreito, segundo avaliação divulgada após encontro entre líderes.
Contexto regional
Após o primeiro encontro entre Trump e Xi, um funcionário da Casa Branca afirmou que o estreito deveria permanecer aberto e que o Irã não deveria obter armas nucleares. A declaração reforça a linha de contenção em meio a tensões.
Anga de Washington também reforçou a ideia de apoio à passagem livre. Em entrevista, o secretário do Tesouro dos EUA comentou que a China poderia ajudar a manter o estreito aberto, dada a sua relação com o Irã e o petróleo.
Passagens anteriores e incidentes
Nesta quarta, já havia havido liberação de passagem para um petroleiro japonês. Em dias recentes, ataques a navios foram relatados na região, incluindo ocorrências perto de Omã. A Índia relatou ataque a um de seus navios e classificou a situação como inaceitável.
Repercussões e monitoramento
A UKMTO informou que pessoas não autorizadas subiram a bordo de um navio ancorado em Fujairah, Emirados Árabes, e o guiaram em direção ao Irã. O incidente elevou o nível de vigilância marítima na área pelas autoridades britânicas.
Contexto estratégico
O Estreito de Ormuz é uma passagem essencial entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, ligando importantes fluxos de petróleo. Desde o início do conflito no fim de fevereiro, o controle da passagem tem sido foco de disputas entre Washington e Teerã.
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