O navio de bandeira indiana MSV Haji Ali naufragou ao largo de Omã após uma explosão na quarta-feira, 13 de fevereiro. O cargueiro, com 14 tripulantes a bordo, foi resgatado pelas autoridades de Mascate e permanece em segurança, segundo fontes oficiais.
A Vanguard Tech, empresa de segurança marítima, afirma que o navio transportava gado do porto de Berbera, na Somalilândia, com destino a Sharjah, Emirados Árabes Unidos. A explosão é descrita como suspeita, possivelmente causada por drone ou míssil, seguida de incêndio que levou ao afundamento.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou o ataque como inaceitável e disse que a navegação comercial e os marinheiros civis continuam sendo alvos. Nova Délhi não detalhou possíveis responsáveis ou o desfecho do incidente.
Contexto estratégico
O incidente ocorre perto do Estreito de Ormuz, via principal para o trânsito de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial. O bloqueio para vias estratégicas elevou os preços de energia e afetou economias dependentes de importações.
A confirmação de salvamento dos 14 tripulantes foi feita pelas autoridades de Mascate. Não houve relatos de ferimentos ou mortes entre a tripulação, segundo informações oficiais até o momento.
O tema também ganha relevância no âmbito internacional, com a Índia sediando, nesta quinta e sexta-feira, uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do Brics. O encontro reúne representantes de países não ocidentais e cerca de metade da população mundial.
Entre os participantes está o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que destacou que o Estreito de Ormuz está aberto a navios comerciais que cooperem com a Marinha do Irã, sem mencionar especificamente o ataque.
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