O Departamento de Justiça dos EUA acusa a Faculdade de Medicina da Yale University de discriminação contra candidatos brancos e asiáticos. A denúncia foi apresentada na quinta-feira, 14, no contexto de uma ofensiva do governo para revisar políticas de diversidade no ensino superior. A investigação aponta que os critérios de admissão favoreceriam estudantes de outras origens em prejuízo de brancos e asiáticos.
Segundo o DOJ, candidatos negros e latinos teriam sido admitidos com qualificações acadêmicas inferiores às de postulantes brancos e asiáticos. A autoridade cita documentos internos que, na visão do governo, revelariam seleção com base na raça. A Yale foi chamada a responder a essas alegações e revisar seus procedimentos.
O DOJ afirma que a instituição pode buscar um acordo de resolução amigável para alinhar as práticas com a lei de igualdade de oportunidades. A Faculdade de Medicina da Yale disse ter confiança no seu processo de admissão e informou que vai analisar a carta do governo com cautela.
Contexto e histórico recente
Desde janeiro de 2025, quando assumiu a presidência, Donald Trump intensificou ações contra políticas de diversidade em universidades, empresas e órgãos públicos. A adesão a medidas que visam corregir desigualdades tem sido alvo de críticas da administração.
Caso UCLA E outros desdobramentos
Na semana anterior, a Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), foi citada em relação a políticas afirmativas. A UCLA afirmou que suas práticas são baseadas no mérito, após revisão de candidaturas. Não houve processo formal anunciado contra a instituição até o momento.
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