O Sudão vive guerra civil desde 2023, e a população enfrenta insegurança alimentar grave. Um relatório conjunto da FAO, PMA e Unicef aponta que quase 19,5 milhões de sudaneses passam por insegurança alimentar aguda. A divulgação ocorreu nesta sexta-feira, 15 de maio. O conflito é a principal causal.
O estudo aponta que cerca de 135 mil pessoas correm risco de fome severa nos próximos meses. As regiões mais afetadas são Darfur, Darfur do Sul e Kordofan do Sul, onde o acesso a comida e serviços é mais limitado.
Além da fome, as instituições alertam para uma crise nutricional. Estima-se que 825 mil crianças com menos de cinco anos possam sofrer desnutrição aguda grave em 2026 se o conflito não acabar.
Desdobramentos no conflito
As Forças Armadas do Sudão (SFA), lideradas pelo general Abdel Fattah al-Burhan, controlam grande parte do território. As Forças de Apoio Rápido (RSF), sob o comando do general Mohamed Hamdan Dagalo, dominam outras áreas, incluindo campos petrolíferos.
O embate entre SFA e RSF intensificou-se após o golpe de 2021, que levou a uma ruptura entre antigos aliados. A situação dificulta a atuação humanitária e agrava a insegurança alimentar no país.
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