Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputam o segundo turno da eleição presidencial do Peru, marcado para 7 de junho. A definição ocorreu após o primeiro turno, realizado em 12 e 13 de abril, com resultados oficiais divulgados apenas recentemente devido a problemas no órgão eleitoral, auditorias e recontagens de atas.
A candidata conservadora Keiko Fujimori receberá o apoio histórico de parte do eleitorado de direita, enquanto o esquerdista Roberto Sánchez representa uma frente liderada pelo partido Juntos pelo Peru. Ambos avançaram entre os mais votados, apesar de enfrentarem investigações e controvérsias que acompanharam seus históricos políticos.
Quem são os candidatos
Keiko Fujimori, 50 anos, concorre pela quarta vez à Presidência. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela estudou Administração de Empresas em Boston e tem MBA em Columbia. Retornou ao Peru em 2005, foi eleita ao Congresso em 2006 com maior votação já registrada, e depois enfrentou prisão preventiva em um caso de lavagem de dinheiro ligado à campanha.
Roberto Sánchez Palomino, 57 anos, é formado em psicologia pela Universidade Nacional de San Marcos e atua como deputado desde 2021. Presidenta o partido de esquerda Juntos pelo Peru; foi ministro do Comércio Exterior e Turismo entre 2021 e 2022, durante o governo de Pedro Castillo, que enfrentou destituição e condenação por tentativa de golpe.
Contexto e acusações
A vida pública de Sánchez vem marcada por acusações de envolvimento em esquemas para beneficiar terceiros, incluindo pagamentos ligados a um ex-conselheiro presidencial e a intermediação de asilo político à ex-primeira-ministra Betssy Chávez. Ministério Público pediu pena de cinco anos e quatro meses por informações falsas ao ONPE sobre doações de campanha, apontamento que ele nega.
Durante a campanha, Fujimori prometeu endurecer o combate ao crime e expulsar imigrantes ilegais, afirmando que pretende “restaurar a ordem no Peru”. Já Sánchez teve que lidar com críticas a sua relação com Castillo, além de ser apontado em reportagens de veículos investigativos sobre uso de fundos públicos para fins pessoais.
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