Donald Trump encerrou dois dias de encontros com Xi Jinping em Pequim nesta sexta-feira(15), buscando uma linha de “estabilidade estratégica construtiva e duradoura” entre EUA e China. O tom foi de cautela diante de decisões geopolíticas a serem tomadas por ambos os lados.
Ao fim das conversas, não houve acordo comercial nem definição sobre tarifas americanas. A disputa entre as potências permanece, com prioridades que vão além de concessões econômicas e tecnológicas, passando pela gestão de diferenças.
Xi destacou a paz no estreito de Taiwan como o principal denominador comum entre os dois países e pediu que Washington reveja o acordo de venda de armas a Taipei, de 14 bilhões de dólares, já aprovado anteriormente.
Mesmo com sinalizações de cooperação, Trump ficou sem confirmação sobre a venda de 200 aeronaves da Boeing à China. Também não houve resposta sobre a possível liberação do chip H200, da Nvidia, para empresas chinesas.
Tanto questões relativas às exportações de terras raras para indústrias de alta tecnologia e defesa quanto aumentos de volumes de petróleo, carne bovina e soja não foram firmados entre as partes. A conversa envolve ainda tensões sobre o papel estratégico de ambas as potências.
A reunião ocorreu em um cenário de negociações sobre temas sensíveis, incluindo a reabertura do estreito de Hormuz, que ganhou destaque durante o encontro. Também houve discordância sobre a posição de Washington em relação ao conflito no Irã.
Aandamento da conversa repete o padrão observado em encontros anteriores, com Trump mantendo reservas sobre o conteúdo das discussões e Xi ressaltando limites ao espaço de manobra americano. O resultado não indica ruptura, mas aponta para um caminho de negociações contínuas.
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