O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira (18), acompanhando o tom de alerta do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Irã. A escalada ocorre em meio a negociações estagnadas para encerrar o conflito entre ambos os países.
O Brent, referência internacional, subiu 1,9% e manteve cotação de US$ 111,31 por barril. O valor é bem acima do patamar de fevereiro, quando a commodity girava em torno de US$ 70. Nos EUA, o Brent de referência avançou 2,3%, para US$ 107,83 por barril.
As altas refletem receios de interrupções no fornecimento, com o Estreito de Ormuz parcialmente fechado e o bloqueio marítimo americano aos portos iranianos desde o mês passado. O último fim de semana também trouxe um ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes.
Analistas do ING destacaram que os riscos de escalada aumentam. Eles apontam que, embora haja sinalizações de cooperação de Pequim, a China ainda não definiu como exercerá sua influência sobre o Irã para evitar novas tensões.
Mudanças de cenário
O governo dos EUA afirmou que concorda com a reabertura do Estreito de Ormuz, e a China sinalizou disposição de ajudar, mas não detalhou ações. A incerteza sobre medidas concretas seguidas de negociações afeta o mercado.
A alta dos custos de energia elevou expectativas de inflação e derrubou bolsas globais. Na Ásia, o Nikkei recuou 0,9%, o Hang Seng caiu 1,6% e o Xangai Composto caiu 0,1%.
Repercussões financeiras
Nos EUA, contratos futuros caíram mais de 0,6%. O S&P 500 recuou 1,2%, o Dow Jones caiu 1,1% e o Nasdaq encerrou o dia com retração de 1,5%.
O rendimento de títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu para cerca de 4,63%, acima de 4% registrados antes do conflito. No Japão, o rendimento de 10 anos avançou para 2,8%.
Câmbio e moedas
O dólar ganhou força diante de novas incertezas geopolíticas, atingindo níveis elevados frente ao iene, que negociou em torno de 159,02 por dólar. O euro operou estável, em US$ 1,1626.
Com informações da Associated Press.
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